¿Cómo vas a saber lo que es el amor?Via Salón Redondico.
Si nunca te hiciste hincha de un club
¿Cómo vas a saber lo que es el dolor?
Si jamás un zaguero te rompió la tibia y el peroné
y estuviste en una barrera y la pelota te pegó justo ahí…
¿Cómo vas a saber lo que es el placer?
Si nunca diste una vuelta olímpica de visitante
¿Cómo vas a saber lo que es el cariño?
Si nunca la acariciaste de chanfle
entrándole con el revés del pie
para dejarla jadeando bajo la red
¡¡Escúchame!!,
¿Cómo vas a saber lo que es la solidaridad?
Si jamás saliste a dar la cara
por un compañero golpeado desde atrás
¿Cómo vas a saber lo que es la poesía?
Si jamás tiraste una gambeta
¿Cómo vas a saber lo que es la humillación?
Si jamás te metieron un caño
¿Cómo vas a saber lo que es la amistad?
Si nunca devolviste una pared
¿Cómo vas a saber lo que es el pánico?
Si nunca te sorprendieron mal parado en un contragolpe
¿Cómo vas a saber lo que es morir un poco?
Si jamás fuiste a buscar la pelota dentro del arco
¡Decime viejo!
¿Cómo vas a saber lo que es la soledad?
Si jamás te paraste bajo los tres palos,
a doce pasos de uno que te quería fusilar
y terminar con tus esperanzas
¿Cómo vas a saber lo que es el barro?
Si nunca te tiraste a los pies de nadie
Para mandar una pelota sobre un lateral
¿Cómo vas a saber lo que es el egoísmo?
Si nunca hiciste una de más
cuando tenias que dársela,
al nueve que estaba solo
¿Cómo vas a saber lo que es el arte?
Si nunca, pero nunca inventaste una rabona
¿Cómo vas a saber lo que es la música?
Si jamás cantaste desde la popular
¿Cómo vas a saber lo que es la injusticia?
Si nunca te saco tarjeta roja, un referí localista
Decime, ¿Cómo vas a saber lo que es el insomnio?
Si jamás te fuiste al descenso
¿Cómo, cómo vas a saber lo que es el odio?
Si nunca hiciste un gol en contra
¿Cómo, pero cómo vas a saber lo que es llorar?
Si llorar, si jamás perdiste una final de un mundial
sobre la hora con un penal dudoso
¿Cómo vas a saber querido amigo?
¿Cómo vas a saber lo que es la vida?
Si nunca, jamás jugaste al fútbol.
Sexta-feira, Agosto 19, 2011
Walter Saavedra - Nunca jamás
Walter Saavedra é um cronista esportivo argentino que combina esta atividade com as de poeta, músico e escritor. Ele é o autor deste poema dedicado ao futebol que, erroneamente, se costuma atribuir ao ex-jogador também argentino Quique Wolff.
Domingo, Fevereiro 06, 2011
Reforma no Futebol Brasileiro
A eliminação precoce do Corinthians na Copa Libertadores 2011, apesar de merecida, escancara um problema que existe há anos no futebol brasileiro: o calendário mal feito. O maior defeito é a "punição" aos melhores times (que estão na Libertadores): eles disputam apenas a Libertadores e o Brasileirão. Os demais times jogam, além do Brasileirão, a Copa do Brasil e a Sulamericana.
Além do calendário ruim, existe o problema das divisões inferiores, que em geral são deficitárias. O Brasil, com suas dimensões continentais, precisa regionalizar as séries C e D e criar mais divisões. Os estaduais poderiam ser usado como base da pirâmide, como se fossem séries E, F, etc, criando um caminho formal entre um time de bairro e a Série A.
Calendário
A Copa do Brasil deveria ir para o segundo semestre. Ao invés de disputar datas com a Libertadores, disputaria datas com a Sulamericana. As duas competições seriam quase equiparadas, pois ambas dão vaga à Libertadores do ano seguinte. Os times lutariam para estar na Sulamericana e a Copa do Brasil seria um prêmio de consolação pra quem não conseguir.
Seria essencial mudar a distribuição de vagas da Sulamericana: ao invés de punir os times que estão na Libertadores, deixando-os ociosos no segundo semestre, permitir que eles joguem também a Sulamericana ou a Copa do Brasil. Os times que jogaram a Libertadores seriam colocados em ordem de classificação: os três melhores iriam para a Sulamericana e os demais iriam para a Copa do Brasil. Assim, se apenas três times brasileiros passarem para as oitavas, já garantem vaga na Sulamericana. A organizadíssima UEFA faz assim: alguns times eliminados na Champions League ganham vaga na Europa Cup.
As vagas da Sulamericana via Brasileiro seriam reduzidas para cinco ao invés de oito, o que aumentaria a disputa na reta final e reduziria a chance de termos times "de férias" no final do Brasileiro entregando jogos. A Copa do Brasil seria valorizada com a presença de times que jogaram a Libertadores no primeiro semestre.
Regionalização
As Séries A e B estão bem organizadas e são lucrativas, não é preciso mexer nelas. As demais, no entanto, ainda podem melhorar bastante. Uma sugestão é regionalizar as divisões inferiores: a Série C poderia ser dividida em, digamos, 4 regionais. A Série B rebaixaria os 4 últimos, como é hoje; seriam promovidos os campeões de cada uma das 4 regionais. As equipes precisariam viajar menos e as rivalidades regionais poderiam ser melhor exploradas.
Para garantir a simpatia das federações estaduais, a CBF poderia simplesmente definir quais são as 4 regiões (exemplo: Sul, Sudeste, Nordeste e Norte/Centro-Oeste), dando total autonomia às federações estaduais para definir o regulamento, bastando que no final indiquem à CBF um campeão. Já pensou uma Copa Nordeste no segundo semestre dando vaga na Série B do ano seguinte? As datas seriam as mesmas da Copa do Brasil e da Sulamericana, somente para times que não jogarem nenhuma das duas. Seria uma forma de ter uma Série C rentável e valorizando as rivalidades regionais, mantendo mais times ativos o ano inteiro.
Da mesma forma, a Série D poderia ser ainda mais regionalizada, dentro dos estados. As atuais Copas Estaduais, que muitas federações estaduais criaram para manter as equipes ativas no segundo semestre, dariam vagas na Série C. As divisões inferiores dentro dos estados, se houverem, seriam as séries E, F, etc. Assim, poderiam existir campeonatos citadinos que valeriam vaga numa divisão superior; grandes cidades podem ter até divisões inferiores por bairros.
Conclusão
Esta estrutura em pirâmide existe em vários países. Nos EUA, país com dimensões similares ao Brasil, há ligas regionais até dentro dos estados que usam pontos corridos e mantém as equipes (de vários esportes) ativas a temporada inteira. Na Inglaterra, um país bem menor, há uma estrutura de pirâmide com quase 10 divisões onde até mesmo times de bairros podem sonhar com a Premier League.
Um calendário mais inteligente, que mantenha mais equipes ativas por mais tempo, é essencial para a viabilização do futebol em divisões inferiores e para o melhor aproveitamento das equipes nas divisões superiores. Que a eliminação do Corinthians na Libertadores 2011 sirva pelo menos para reflexão.
Além do calendário ruim, existe o problema das divisões inferiores, que em geral são deficitárias. O Brasil, com suas dimensões continentais, precisa regionalizar as séries C e D e criar mais divisões. Os estaduais poderiam ser usado como base da pirâmide, como se fossem séries E, F, etc, criando um caminho formal entre um time de bairro e a Série A.
Calendário
A Copa do Brasil deveria ir para o segundo semestre. Ao invés de disputar datas com a Libertadores, disputaria datas com a Sulamericana. As duas competições seriam quase equiparadas, pois ambas dão vaga à Libertadores do ano seguinte. Os times lutariam para estar na Sulamericana e a Copa do Brasil seria um prêmio de consolação pra quem não conseguir.
Seria essencial mudar a distribuição de vagas da Sulamericana: ao invés de punir os times que estão na Libertadores, deixando-os ociosos no segundo semestre, permitir que eles joguem também a Sulamericana ou a Copa do Brasil. Os times que jogaram a Libertadores seriam colocados em ordem de classificação: os três melhores iriam para a Sulamericana e os demais iriam para a Copa do Brasil. Assim, se apenas três times brasileiros passarem para as oitavas, já garantem vaga na Sulamericana. A organizadíssima UEFA faz assim: alguns times eliminados na Champions League ganham vaga na Europa Cup.
As vagas da Sulamericana via Brasileiro seriam reduzidas para cinco ao invés de oito, o que aumentaria a disputa na reta final e reduziria a chance de termos times "de férias" no final do Brasileiro entregando jogos. A Copa do Brasil seria valorizada com a presença de times que jogaram a Libertadores no primeiro semestre.
Regionalização
As Séries A e B estão bem organizadas e são lucrativas, não é preciso mexer nelas. As demais, no entanto, ainda podem melhorar bastante. Uma sugestão é regionalizar as divisões inferiores: a Série C poderia ser dividida em, digamos, 4 regionais. A Série B rebaixaria os 4 últimos, como é hoje; seriam promovidos os campeões de cada uma das 4 regionais. As equipes precisariam viajar menos e as rivalidades regionais poderiam ser melhor exploradas.
Para garantir a simpatia das federações estaduais, a CBF poderia simplesmente definir quais são as 4 regiões (exemplo: Sul, Sudeste, Nordeste e Norte/Centro-Oeste), dando total autonomia às federações estaduais para definir o regulamento, bastando que no final indiquem à CBF um campeão. Já pensou uma Copa Nordeste no segundo semestre dando vaga na Série B do ano seguinte? As datas seriam as mesmas da Copa do Brasil e da Sulamericana, somente para times que não jogarem nenhuma das duas. Seria uma forma de ter uma Série C rentável e valorizando as rivalidades regionais, mantendo mais times ativos o ano inteiro.
Da mesma forma, a Série D poderia ser ainda mais regionalizada, dentro dos estados. As atuais Copas Estaduais, que muitas federações estaduais criaram para manter as equipes ativas no segundo semestre, dariam vagas na Série C. As divisões inferiores dentro dos estados, se houverem, seriam as séries E, F, etc. Assim, poderiam existir campeonatos citadinos que valeriam vaga numa divisão superior; grandes cidades podem ter até divisões inferiores por bairros.
Conclusão
Esta estrutura em pirâmide existe em vários países. Nos EUA, país com dimensões similares ao Brasil, há ligas regionais até dentro dos estados que usam pontos corridos e mantém as equipes (de vários esportes) ativas a temporada inteira. Na Inglaterra, um país bem menor, há uma estrutura de pirâmide com quase 10 divisões onde até mesmo times de bairros podem sonhar com a Premier League.
Um calendário mais inteligente, que mantenha mais equipes ativas por mais tempo, é essencial para a viabilização do futebol em divisões inferiores e para o melhor aproveitamento das equipes nas divisões superiores. Que a eliminação do Corinthians na Libertadores 2011 sirva pelo menos para reflexão.
Quinta-feira, Abril 01, 2010
Você é um estatista se...
Por Wilton D. Alston
Sempre gostei destas listas do tipo "você é [alguma-coisa] se..." e parece que agora é hora de fazer a minha própria lista. Alguns itens podem ter ficado de fora, mas é um bom começo.
VOCÊ É UM ESTATISTA SE:
CONCLUSÃO
A natureza moral de um homem não muda pela existência de uma organização ou por sua posição nesta organização. Organizações onde o único critério REAL para participação é a ganância e não há risco de resposta negativa do mercado (como burocracia governamental) irão, com o tempo, atrair somente aqueles que são ao mesmo tempo desejosos dos benefícios pagos por terceiros e motivados pela falta de resposta negativa -- em outras palavras, os perdedores. Inevitavelmente tais organizações se transformam em algo cronicamente ineficiente e opressivo. Isso acontece sempre, não importando se as pessoas são inerentemente boas ou más, uma vez que a capacidade de descarregar as responsabilidades e intervir no mercado -- qualidades intrínsecas de qualquer estado -- aumenta por conta de um monopólio no uso de coerção e violência. Se não há punição por fazer coisas estúpidas, mais coisas estúpidas serão feitas. Apesar da situação ser bem pior quando as pessoas são inerentemente más, é bom manter a velha fábula em mente. Uma vez que o governo já era uma cobra quando você o pegou, eventualmente você pode acabar mordido.
Wilt Alston mora em Rochester, NY, com sua esposa e três filhos. Quando ele não está treinando para alguma maratona ou avançando seus estudos em filosofia libertária, ele trabalha como pesquisador-chefe em segurança dos transportes, focando principalmente em segurança de metrôs e sistemas de controle de trens de carga.
Fonte: http://www.lewrockwell.com/alston/alston65.1.html
Tradução e adaptação: Alexsander da Rosa
Sempre gostei destas listas do tipo "você é [alguma-coisa] se..." e parece que agora é hora de fazer a minha própria lista. Alguns itens podem ter ficado de fora, mas é um bom começo.
VOCÊ É UM ESTATISTA SE:
- Vota em todas as eleições, mas logo depois que o seu candidato vence e assume o cargo, você se pergunta sobre as qualificações dele.
- Votou em candidatos do seu próprio partido na esperança de que eles cuidem melhor de você do que das pessoas que realmente bancaram a eleição deles.
- Votou em candidatos de um partido diferente do seu, esperando um resultado diferente do que teria se tivesse votado dentro do seu próprio partido.
- Acredita que algum burocrata em Brasília, que não sabe diferenciar você do Batman, realmente se importa com você.
- Reclama pra quem quiser ouvir sobre as terríveis políticas do Outro Candidato, mas de alguma maneira acha que as políticas do Seu Candidato são melhores, apesar de ambas serem quase iguais.
- Acha que uma pessoa que demonstra grande habilidade numa área tão específica como a oratória é qualificada para fazer decisões que afetam as vidas de milhões de pessoas -- como se o corredor mais rápido de uma tribo indígena automaticamente se qualificasse para ser o Cacique.
- Odeia as empresas, estas gananciosas, mas acha que uma organização como um governo -- ele próprio uma forma distorcida de empresa gananciosa -- vai proteger você das empresas gananciosas.
- Acha que é possível que um governo mude a Lei da Oferta e Procura ou consiga dar uma resposta adequada à escassez.
- Acha que um cara num uniforme especial é objetivamente diferente de você em termos de moralidade e direitos.
- Acha que regras escritas por membros do Estado podem ser usadas para controlar o Estado, como se consultar um pergaminho antigo e gritar "Estatuto do Desarmamento" fosse uma resposta razoável a um bandido segurando uma arma.
- Fica enojado ao pensar em atirar em alguém, mas não fica nem um pouco incomodado em pedir para um representante sem nome e sem rosto do Estado atirar em alguém em seu nome.
- Acha que é moralmente justificável uma empresa ser obrigada a contratar um funcionário contra a vontade mas gritaria a plenos pulmões se os papéis fossem invertidos -- e você fosse obrigado a contratar um serviço ou uma empregada doméstica contra a vontade.
- Acha que seu vizinho (ou um cara do outro lado da cidade) deve ter negado o direito de possuir uma arma, uma vez que ele pode ser um psicopata. No entanto você admite que um outro cara, que também pode ser um psicopata, ande uniformizado e armado porque um terceiro cara (ou grupo) -- que você jamais conheceu -- o autorizou.
- Acha que uma pessoa pode moralmente tomar decisões sobre o uso apropriado da propriedade privada de terceiros.
- Acha que a natureza moral de roubos, assassinatos, escravidão, agressões e seqüestros mudam de acordo com o tamanho do grupo que autoriza estes atos.
CONCLUSÃO
A natureza moral de um homem não muda pela existência de uma organização ou por sua posição nesta organização. Organizações onde o único critério REAL para participação é a ganância e não há risco de resposta negativa do mercado (como burocracia governamental) irão, com o tempo, atrair somente aqueles que são ao mesmo tempo desejosos dos benefícios pagos por terceiros e motivados pela falta de resposta negativa -- em outras palavras, os perdedores. Inevitavelmente tais organizações se transformam em algo cronicamente ineficiente e opressivo. Isso acontece sempre, não importando se as pessoas são inerentemente boas ou más, uma vez que a capacidade de descarregar as responsabilidades e intervir no mercado -- qualidades intrínsecas de qualquer estado -- aumenta por conta de um monopólio no uso de coerção e violência. Se não há punição por fazer coisas estúpidas, mais coisas estúpidas serão feitas. Apesar da situação ser bem pior quando as pessoas são inerentemente más, é bom manter a velha fábula em mente. Uma vez que o governo já era uma cobra quando você o pegou, eventualmente você pode acabar mordido.
Wilt Alston mora em Rochester, NY, com sua esposa e três filhos. Quando ele não está treinando para alguma maratona ou avançando seus estudos em filosofia libertária, ele trabalha como pesquisador-chefe em segurança dos transportes, focando principalmente em segurança de metrôs e sistemas de controle de trens de carga.
Fonte: http://www.lewrockwell.com/alston/alston65.1.html
Tradução e adaptação: Alexsander da Rosa
Terça-feira, Janeiro 19, 2010
LIBER no Diário Oficial da União
Foram publicados no DOU (Diário Oficial da União) os textos de Estatuto e Programa do Partido Libertários (sigla LIBER). Foi na edição do dia 19/01/2010, nas páginas 259 e 260 da Seção 3, disponível online no site da Imprensa Nacional. Coloquei as duas páginas em PDF na lista de discussão do partido.
Agora o próximo passo é fazer o Registro Civil no cartório de Brasília. Com ele o partido passa a ter personalidade jurídica e podemos iniciar a busca pelas quase 500.000 assinaturas que a legislação exige. Será uma tarefa árdua, mas como diria o filósofo, mesmo a maior das jornadas começa com o primeiro passo.
Agora o próximo passo é fazer o Registro Civil no cartório de Brasília. Com ele o partido passa a ter personalidade jurídica e podemos iniciar a busca pelas quase 500.000 assinaturas que a legislação exige. Será uma tarefa árdua, mas como diria o filósofo, mesmo a maior das jornadas começa com o primeiro passo.
Sexta-feira, Abril 17, 2009
Diretores do Pirate Bay presos
Nesta sexta-feira (17) os diretores do site The Pirate Bay foram condenados a um ano de prisão mais uma multa de 30 milhões de kronas (cerca de US$ 3.6 milhões). A justiça os considerou culpados de "ajudar os usuários a cometer violações de copyright". Mais uma vez os tribunais demonstram não entender absolutamente NADA de tecnologia. Achei interessante um diálogo que saiu no Slashdot sobre o assunto e tomei a liberdade de traduzir aqui:
suso: O problema é que muitas pessoas como você pensam que eles [os diretores do TPB] não são criminosos. Da última vez que conferi, é ilegal pegar algo que não é seu sem pagar.
berend botje: Você faz uma cópia. Você não tira nada de ninguém.
suso: E tem sido assim há milhares de anos.
berend botje: Não, não tem. Você poderia copiar a Mona Lisa até cansar, sem problemas.
suso: Vocês sabem muito bem o que eles querem com aquele site. Não finjam que o site é algo inocente.
berend botje: Eles estão fornecendo arquivos torrent. Arquivos texto comuns, nos quais nenhum copyright incide, ou pelo menos ninguém que os tenha criado se importa que eles sejam copiados.
suso: O site encoraja a pirataria pura e simples.
berend botje: Pirataria é o que está acontecendo na costa da Somália. Você se refere a "violação de direito autoral".
O site The Pirate Bay é um "search engine" como o Google, mas que indexa apenas arquivos torrent -- que são apenas "mapas" para os verdadeiros arquivos compartilhados. O próprio Google indexa arquivos torrent também, mas ninguém jamais questionou isto. Experimente procurar no Google por "filetype:torrent Wolverine" e confira: você vai encontrar vários arquivos torrent com o mais recente filme do famoso personagem.
suso: O problema é que muitas pessoas como você pensam que eles [os diretores do TPB] não são criminosos. Da última vez que conferi, é ilegal pegar algo que não é seu sem pagar.
berend botje: Você faz uma cópia. Você não tira nada de ninguém.
suso: E tem sido assim há milhares de anos.
berend botje: Não, não tem. Você poderia copiar a Mona Lisa até cansar, sem problemas.
suso: Vocês sabem muito bem o que eles querem com aquele site. Não finjam que o site é algo inocente.
berend botje: Eles estão fornecendo arquivos torrent. Arquivos texto comuns, nos quais nenhum copyright incide, ou pelo menos ninguém que os tenha criado se importa que eles sejam copiados.
suso: O site encoraja a pirataria pura e simples.
berend botje: Pirataria é o que está acontecendo na costa da Somália. Você se refere a "violação de direito autoral".
O site The Pirate Bay é um "search engine" como o Google, mas que indexa apenas arquivos torrent -- que são apenas "mapas" para os verdadeiros arquivos compartilhados. O próprio Google indexa arquivos torrent também, mas ninguém jamais questionou isto. Experimente procurar no Google por "filetype:torrent Wolverine" e confira: você vai encontrar vários arquivos torrent com o mais recente filme do famoso personagem.
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Quinta-feira, Janeiro 08, 2009
Sobre a reforma
No início de 2009 entrou em vigor, no Brasil, a Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa. A intenção é boa: simplificar a grafia e unificar as regras. No entanto, é preciso lembrar que a acentuação não tem uma mera função estética: em muitos casos, a acentuação explica a pronúncia.
Imagine uma pessoa que está aprendendo o idioma -- seja uma criança, um adulto ou um estrangeiro. Como explicar que linguiça tem pronúncia diferente de enguiça? Como explicar que ideia não tem som similar a odeia? Como explicar a pronúncia de quinquênio a um atleta do Quênia que venha disputar a São Silvestre? São mudanças que contrariam o bom senso.
A Reforma acertou ao unificar a regra do hífen e simplificou ao retirar acentos em palavras como voo e pelo, mas não conseguiu atingir seu objetivo de unificar o idioma. Por exemplo, ainda ficaram regras diferenciadas, como o acento de gênio (génio em Portugal). O Prof. Pasquale definiu bem a Reforma Ortográfica: "é uma reforma meia-sola, que não unifica a escrita de fato (...) vamos enterrar dinheiro em uma mudança que não trará efeitos positivos". Concordo com o professor em gênero, número e grau.
Imagine uma pessoa que está aprendendo o idioma -- seja uma criança, um adulto ou um estrangeiro. Como explicar que linguiça tem pronúncia diferente de enguiça? Como explicar que ideia não tem som similar a odeia? Como explicar a pronúncia de quinquênio a um atleta do Quênia que venha disputar a São Silvestre? São mudanças que contrariam o bom senso.
A Reforma acertou ao unificar a regra do hífen e simplificou ao retirar acentos em palavras como voo e pelo, mas não conseguiu atingir seu objetivo de unificar o idioma. Por exemplo, ainda ficaram regras diferenciadas, como o acento de gênio (génio em Portugal). O Prof. Pasquale definiu bem a Reforma Ortográfica: "é uma reforma meia-sola, que não unifica a escrita de fato (...) vamos enterrar dinheiro em uma mudança que não trará efeitos positivos". Concordo com o professor em gênero, número e grau.
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Domingo, Junho 01, 2008
Vida nova
Há um mês meu casamento acabou, depois de 13 anos. Saí de casa, fui morar no apartamento emprestado de um amigo, repensei minha vida. Agora estou iniciando uma nova etapa, aluguei um apartamento no prédio onde morei nos anos 80, na minha adolescência. Estou sozinho, mas é como diz o ditado: antes só do que mal acompanhado.
Aprendi coisas importantes sobre relacionamentos e pessoas, mas não ouso me considerar experiente nem me atrevo a dar conselhos. Estou recomeçando a vida praticamente do zero, posso dizer que as únicas coisas boas que restaram após todos esses anos são minhas duas filhas lindas e maravilhosas, que felizmente já estão com 12 e 9 anos e conseguem entender melhor a situação.
PS: Não pretendo voltar a falar sobre minha vida pessoal aqui no blog.
Aprendi coisas importantes sobre relacionamentos e pessoas, mas não ouso me considerar experiente nem me atrevo a dar conselhos. Estou recomeçando a vida praticamente do zero, posso dizer que as únicas coisas boas que restaram após todos esses anos são minhas duas filhas lindas e maravilhosas, que felizmente já estão com 12 e 9 anos e conseguem entender melhor a situação.
PS: Não pretendo voltar a falar sobre minha vida pessoal aqui no blog.
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