9 de abr de 2005

Ruth Lemos


A nutricionista Ruth Lemos, do sanduíche-iche, está usufruindo bem dos seus 15 minutos de fama: acaba de se tornar garota-propaganda da Intelig Telecom. Parece que ela desistiu de processar todo mundo e resolveu faturar. Ela, que já inspirou uma comunidade no Orkut, várias sátiras e um número crescente de remixagens, agora parece ter finalmente seguido o conselho de sua sobrinha: "Tia, não liga não, a senhora está famosa".

PS: Se você ainda não viu o vídeo dela, tem na Página do Rafinha:
http://paginadorafinha.terra.com.br/videozinhos/nutricionistap.wmv

5 de abr de 2005

Games são descartáveis?

Acompanhando o debate que surgiu na lista Jogos-Pro, iniciado pelo Ari Hollaender e respondido por Paulo V W Radtke e Renato Degiovani. Em primeiro lugar, concordo com o Renato: não acho que todos os jogos de computador (games) sejam descartáveis. Muitos são, mas por pura falta de qualidade. Em jogos, existe inclusive um conceito chamado "replayability factor" que indica justamente o quanto um jogo ainda é divertido ao ser jogado uma segunda vez (e uma terceira, quarta, etc).

Alguns bons jogos multi-player podem ser jogados por anos a fio, como CS ou mesmo Quake I. Jogos casuais como Paciência e suas variações também apresentam um alto "fator de rejogabilidade".

Um dos argumentos foi de que os jogos ficam "defasados". Em termos de tecnologia isso pode ser verdade, mas não chega a ser um demérito. O Paciência do Windows é defasado por ter mais de 15 anos? Como um jogo de cartas pode ser melhorado em termos de tecnologia? Acho que fazer uma mesa e cartas 3D não acrescenta em nada e ainda pode tornar a interface pouco amigável. Um jogo só fica defasado se seu único atrativo for o visual.

Ou ainda: mesmo que o Age of Empires 2 seja defasado, "porque não é 3D real" ainda é um jogo agradável de ser jogado, ainda mais em rede. Não é porque tem mais de cinco anos que deve ser jogado no lixo.

Se pensarmos em bons jogos desde o início dos tempos, e me refiro aos anos 70 e 80, muitos deles ainda podem ser entretenimento de qualidade até hoje. Por isso que existem coisas como o MAME, por exemplo.

Existe ainda o paralelo entre games e filmes, sobre a questão da defasagem. Alguns tipos de filmes realmente ficam defasados com o tempo, principalmente se mostram como tecnologias de ponta coisas que hoje são corriqueiras (alguns filmes do James Bond sofrem com isso). Mas clássicos como Casablanca ou Cidadão Kane (ambos em preto-e-branco) não têm idade e podem ser vistos a qualquer tempo. Será que os filmes que achamos bons agora deixarão de ser bons no futuro apenas por serem "velhos"?

O que seria um debate diferente é a atual tendência do mercado em lançar continuações e variações sobre um mesmo tema. Isso sim pode tornar um jogo (e um filme) descartável, por simples falta de qualidade. Mas isso é assunto para outro post.